Oque explica a queda das ações de klabin e suzano nas ultimas semanas

Nas últimas semanas, as ações da Klabin e da Suzano recuaram por uma combinação de fatores operacionais e macroeconômicos.
O principal motivo foi a percepção de resultados mais fracos no primeiro trimestre de 2026.
No caso da Suzano, o mercado reagiu à queda anual de EBITDA e receita no 1T26.
Apesar de o lucro líquido ainda ter sido relevante, houve pressão pela valorização do real frente ao dólar.
Como as duas empresas exportam muito, dólar mais fraco em relação ao real reduz a receita convertida em reais.
Isso costuma afetar diretamente as expectativas de geração de caixa.
Outro ponto foi a cautela dos investidores com os preços internacionais da celulose.
Mesmo com alguma recuperação da commodity, o mercado teme que ela não compense totalmente o efeito cambial.
Na Klabin, além desse cenário setorial, pesou um rebaixamento recente de recomendação pelo JPMorgan Chase.
O banco cortou o preço-alvo e a ação caiu com força no pregão seguinte.
Quando grandes bancos revisam projeções, muitos investidores reduzem posição rapidamente.
Também existe preocupação com volumes de vendas menores no trimestre.
Em empresas de papel e celulose, pequenas variações em volume e câmbio mexem bastante com margem.
O mercado também ficou mais defensivo com a volatilidade recente do IBOV.
Em períodos de maior incerteza global, ações ligadas a commodities costumam oscilar mais.
Ou seja, a queda recente não parece vir de um problema estrutural específico das empresas.
Ela reflete principalmente revisão de expectativas de curto prazo.
Câmbio, preços da celulose e resultados trimestrais ficaram abaixo do que parte do mercado esperava.
Por isso, as ações sofreram realização mesmo com fundamentos ainda considerados sólidos por vários analistas.
Em resumo, a queda recente foi mais ligada à expectativa de lucro e geração de caixa do que a uma deterioração permanente dos negócios.